24 novembro 2009

ESCATOLOGIA – O Estado Intermediário dos Mortos – Lucas 16.19-31





INTRODUÇÃO

Como existe uma diversidade de interpretações a respeito e , para evitar confusão de idéias acerca do Estado Intermediário, devemos tornar clara esta doutrina.

I. A VIDA DEPOIS DA MORTE
São vários os argumentos que reforçam a doutrina bíblica sobre a vida além túmulo.

■Argumento histórico. Se a questão da vida alem morte estivesse fundamentada apenas em teorias e conjecturas filosóficas, ela já teria desaparecido. Mas as provas da crença na imortalidade estão impressas na experiência da humanidade.

■Argumento teológico. Procura provar que a vida do ser humano tem uma finalidade alem da própria vida física. Há algo que vai alem da matéria de nossos corpos, é a parte espiritual. Quando Jesus Cristo aboliu a morte e trouxe à luz a vida e a incorrupção, estava, de fato, desfazendo a morte espiritual e concedendo vida eterna, a imortalidade (2 Tm 1.10). A vida humana tem uma finalidade superior, uma razão de ser, um propósito.

■Argumento moral. Há um governador moral dentro de cada ser humano chamado consciência que rege as suas ações. Sua existência dentro do espírito humano indica sua função interna, como um sensor moral, aliado à soberania divina.

■Argumento metafísico. Os elementos imateriais do ser humano denunciam o sentido metafísico que compõe a sua alma e espírito. Esses elementos são indissolúveis; portanto, como evitar a realidade da vida alem morte? É impossível! A palavra imortalidade no grego é athanasia e significa literalmente ausência de morte. No sentido pleno, somente Deus possui vida total, imperecível e imortal (1 Tm 1.17). Ele é a fonte de vida eterna e ninguém jamais pode da lá. No sentido relativo, o crente possui imortalidade conquistada pelos méritos de Jesus no Calvário (2 Tm 1.8-12).

II. O QUE NÃO É ESTADO INTERMEDIÁRIO

■Não é Purgatório. Heresia lançada pelos católicos romanos para identificar o Sheol Hades como lugar de prova, ou de segunda oportunidade, para as almas daquelas pessoas que não conseguiram se purificar o suficiente para alcançarem o céu. Declara a doutrina romana que é uma forma desses mortos serem provados e submetidos a um processo de purificação. Entretanto, essa doutrina não tem base na Bíblia e é feita sobre premissas falsas. Se o Purgatório fosse uma realidade, então a obra de Cristo não teria sido completa. Se alguém quer garantir sua salvação eterna, precisa garanti lá em vida física. Depois da morte, só resta à ressurreição.

■Não é Limbus Patrum. O vocábulo limbus significa borda, orla. A idéia é paralela ao Purgatório e foi criada pelos católicos romanos para denotar um lugar na orla ou borda do inferno, onde as almas dos antigos santos ficavam ate a ressurreição. Ensina ainda essa igreja que o limbus patrum (pais) era aquela orla do inferno onde Cristo desceu após sua morte na cruz, para libertar os pais (santos do Antigo Testamento) do seu confinamento temporário e leva los em triunfo para o céu. Identificam “o seio de Abraão” como sendo o limbus patrum (Lc 16.23). Mas, o limbus patrum não tem apoio bíblico, e nem existe uma orla para os pais (santos antigos).

■Não é Limbus Infantus. A palavra infantus refere se à crianças. Na doutrina romana, havia no Sheol Hades um lugar especial de habitação das almas de todas as crianças não batizadas. Segundo essa doutrina, nenhuma criança não batizada pode entrar no céu. Por outro lado, é inaceitável a idéia do limbus infantus como lugar de prova, também para crianças.

■Não é estado para reencarnações. Não é um lugar de migrações e perambulações espaciais. Os espíritas gostam de usar o texto de Lucas 16.22,23, para afirmarem que os mortos podem ajudar os vivos. Mas Jesus, ao ensinar sobre o assunto, declarou que era impossível que Lazaro ou algum outro que estivesse no Paraíso saísse daquele lugar para entregar mensagem aos familiares do rico, Jesus disse que os vivos tinham “ a Lei e os Profetas”, isto é, eles tinham as Escrituras. Os mortos não podiam sair de seus lugares para se comunicarem como os vivos. Portanto, é uma fraude afirmar essa possibilidade de comunicação com os mortos. Usam equivocadamente João 3.3 para defenderem a idéia de reencarnação. Vários textos bíblicos anulam essa falsa doutrina (Dt 18.9-14; Jó 7.9,10; Ec 9.5,5; Lc 16.31).

III. O QUE É ESTADO INTERMEDIÁRIO

■É uma habitação espiritual fixa e temporal. Biblicamente, o Estado Intermediário é um modo de existir entre a vida e a ressurreição final do corpo sepultado. No Antigo Testamento, esse lugar é identificado como Sheol (no hebraico), e no Novo Testamento como Hades (no grego). Os dois termos dizem respeito ao reino da morte (Sl 18.5; 2 Sm 22.5,6). É um lugar espiritual em que as almas e espíritos dos mortos habitam fixamente ate que seus corpos sejam ressuscitados para a vida eterna ou para a perdição eterna. É o estado das almas e espíritos fora de seus corpos, aguardando o tempo em que terão de comparecer perante Deus.

■É um lugar de consciência ativa e ação racional. Segundo Jesus descreveu esse lugar, o rico e Lazaro participavam de uma conversação no Sheol Hades, estando apenas de lados diferentes (Lc 16.19-31). O apostolo Paulo descreve o, no que diz respeito aos salvos, como um lugar de comunhão com o Senhor (2 Co 5.6-9; Fp 1.23). A Bíblia denomina o como um “lugar de consolação”, “seio de Abraão” ou “Paraíso” 9Lc 16.22,25; 2 Co 12.2-4). Se fosse um lugar neutro para as almas e espíritos dos mortos, não haveria razão para Jesus identifica lo com os nomes que deu. Da mesma forma “o lugar de tormento” não teria razão de ser, se não houvesse consciência naquele lugar. Rejeita se segundo a Bíblia, a teoria de que o Sheol Hades é um lugar de repouso inconsciente. A Bíblia fala dos crentes falecidos com “os que dormem no Senhor” (1 Co 15.6; 1 Ts 4.13), e isto não refere se a uma forma de dormir inconsciente, mas de repouso, de descanso. As atividades existentes no Sheol Hades não implicam que os mortos possam sair daquele lugar, mas que estão retidos ate a ressurreição de seus corpos para apresentarem se perante o Senhor (Lc 16.19-31; 23.43; At 7.59).

IV. O SHEOL HADES, ANTES E DEPOIS DO CALVÁRIO

■Antes do Calvário. O Sheol Hades dividia se em três partes distintas. Para entender essa habitação provisória dos mortos, podemos ilustra lo por um circulo dividido em três partes. A primeira parte é o lugar dos justos, chamada “Paraíso”, “seio de Abraão”, “lugar de consolo” (Lc 16.22,25; 23.43). A segunda é a parte dos ímpios, denominada “lugar de tormentos” (Lc 16.23). A terceira fica entre a dos justos e a dos ímpios, e é identificada como “lugar de trevas”, “lugar de prisões eternas”, “abismo” (Lc 16.26; 2 Pe 2.4; Jd v.6). Nessa terceira parte foi aprisionada uma classe de anjos caídos, a qual não sai desse abismo, senão quando Deus permitir nos dias da Grande Tribulação (Ap 9.1-12). Não há qualquer possibilidade de contato com esses espíritos caídos; habitantes do Poço do Abismo.

■Depois do Calvário. Houve uma mudança dentro do mundo das almas e espíritos dos mortos após o evento do Calvário. Quando Cristo enfrentou a morte e a sepultura, e as venceu, efetuou uma mudança radical no Sheol Hades (Ef 4.9,10; Ap 1.17,18). A parte do “Paraíso” foi trasladada para o terceiro céu, na presença de Deus (2 Co 12.2,4), separando se completamente das “partes inferiores” onde continuam os ímpios mortos. Somente, os justos gozam dessa mudança em esperança pelo dia final quando esse estado temporário se acabara, e viverão para sempre com o Senhor, num corpo espiritual ressurreto.

CONCLUSÃO
Essa doutrina fortalece a nossa fé ao dar-nos segurança acerca dos mortos em Cristo, e é a garantia de que a vida humana tem um propósito elevado, alem de renovar a nossa esperança de estar para sempre com o Senhor.

H.D.L - Reverendo.

13 novembro 2009

Um novo momento - Blog mudou de nome




"Uns por amor, sabendo que fui posto para defesa do evangelho" (Fp 1:16).

Dentre tantas responsabilidades que estão sobre os nossos ombros, nós obreiros e servos do Senhor, é defender as Verdades Sagradas do Evangelho, desde os primórdios, a Igreja tem combatido as heresias e os heréticos que surgem para roubar a fé daqueles que com sinceridade estão envolvidos no serviço do Senhor da Ceara (Jd.3,4). O apóstolo dos gentios ao escrever essa carta aos irmãos da cidade de Filipos, ele exorta a Igreja a se manter firme contra os falsos ensinos que estavam sendo propagados, por falsos obreiros (Fp 3.1), que haviam se introduzidos e com isso, a saúde da Igreja estava em risco.
EU sei que será uma tarefa difícil está postando sempre devido a compromissos diversos na obra do Mestre, mas estaremos nos esforçando o máximo para que todos aqueles que visitarem o mesmo, possam ser abençoados.

No amor de Cristo

Pb. Herlon Charles

14 outubro 2009

Uma Nova Etapa

Os planos de Deus em nossas vidas é singular e especial, muitas vezes não entendemos a maneira como Ele trabalha a nosso favor, até porque, nossa mente é muito pequena pra entender os Arcanos de Deus. Deus muitas vezes nos leva pelos desertos e pelos vales para poder nos introduzir nas elevadas alturas dos montes. O caminho do trono geralmente é pela avenida da aflição. A exaltação não vem antes da humilhação. Essa é forma pedagógica de Deus nos ensinar a sermos totalmentes dependentes dele, a depositarmos inteiramente nossa confiança e nossa fé em sua pessoa. Os planos de Deus são todos traçados por sua bondade, misericórdia, por seu amor, e todos assistidos por sua preenciência. Servimos a um Deus que governa cada segundo de nossa vida, é o Deus que transcede a história, o tempo e com seu poder domina tudo.
Estamos iniciando uma nova etapa e com certeza o nosso Deus está controlando e regendo tudo, mesmo quando tudo parece estar dando errado, mas, Ele é o que controla todo nosso ser, toda a nossa vida.

Que Deus Abençõe a todos que visitam esse blog. Tentarei estar mais presente aqui.

Pb. Herlon Charles

02 julho 2009

Seja Bem Vindo Meu Filho: João Pedro

Quero Louvar ao Senhor pela vida, saúde de minha esposa Mércia e meu filho João Pedro.
Nestas fotos estão a Thalita minnha jóia preciosa, e a irmã Darci, uma grande amiga.








Pregador é rejeitado para assumir um Ministério

Depois de passar anos e anos trabalhando para a obra do Senhor, um pastor de uma igreja pensou em deixar o seu cargo devido a sua idade estar avançada, mas a preocupação era para quem passar o cajado?
Quem poderia substituir este pastor que alcançou o sucesso em sue ministério?
Preocupado, reuniu a igreja e anunciou a sua decisão. Explicou a sua preocupação e deu a oportunidade dos candidatos ao cargo enviarem seu currículo ministerial.
Depois de alguns dias, o pastor recebeu apenas uma carta de um candidato que não era membro da igreja, mas cristão.
Ele reuniu o conselho da igreja para ler a carta e resolver se aquela pessoa serviria para o cargo pastoral.
O pastor que iria deixar o cargo disse: Senhores, eu recebi apenas uma carta e creio que devo ler a vocês o que ela relata sobre o candidato.
A Carta diz o seguinte:
“ Amigos de ministério,Graça e paz
Sabendo que o cargo esta a disposição, mesmo não sendo membro desta igreja, resolvi me candidatar.
Quero falar um pouco do meu ministério a vocês.
A misericórdia de Deus tem sido viva em minha vida. Deus tem usado a minha vida para pregar em diversos lugares não grandes, mas pequenos.
Deus me deu a capacidade de ser escritor, gosto de escrever para os meus amigos sobre a Palavra de Deus.
Tenho 50 anos, mas com muita vontade de fazer a obra do Senhor. Admito que nunca fiquei numa igreja por muito tempo. Certa vez, tive que deixar uma cidade correndo porque a minha pregação causou um grande tumulto.
Tenho que admitir que alguns não gostam do jeito que prego, mas não me preocupo em agradar a ninguém, mas ao meu Senhor.
Deixo claro que sou ex-presidiário, estive na cadeia por alguns anos, não porque as minhas ações foram más, pelo contrário, foi por causa da palavra de Deus, por defender o que creio.
A minha saúde não é muito boa, sou uma pessoa doente, porém, eu consigo trabalhar. Entendo que todos nós, filhos de Deus ou não,podem ficar doentes.
Até agora, eu mesmo tenho trabalhado para sustentar as minhas despesas, embora pequenas. Não acho que o pastor necessita ter uma vida luxuosa, mas o necessário para viver.
As igrejas que tenho pregado são pequenas, não acredito que a igreja deva ser luxuosa e enorme, pois eu mesmo não daria conta em atender a todos os irmãos. Já não é fácil tomar conta de uma igreja com poucos membros, imagine uma igreja enorme!
Acredito que a melhor forma para pregar o evangelho é ter diversas igrejas espalhadas pelo Brasil de vez construir catedrais.
Admito que não tenho interesse em buscar relacionamentos com os grandes líderes religiosos, prefiro passar o meu tempo com os pobres, pessoas que não são importantes para o meio religioso e com aqueles que necessitam do Evangelho.
Eu não gosto de anotar o numero daqueles que batizei, aqueles que aceitaram Jesus como Senhor em minhas pregações. Eu não busco glórias e famas pelos meus títulos, pois eles não passam de trapos perto do que Jesus fez por mim.
Sou um homem que não gosto de vivenciar o passado para me gloriar. Nunca tive um arquivo sobre o que fiz.
Em minhas pregações, não busco agradar a ninguém.
Prego que o cristão, mesmo sendo dizimista ou ofertante, pode passar necessidade. Em nenhum momento das Escrituras Sagradas eu vejo o contrário.
Eu mesmo já passei fome, não tive o que vestir, mesmo fazendo a obra do Senhor. Não posso pregar o que os cristãos querem ouvir, mas aquilo que a palavra de Deus relata.
Se os senhores quiserem me dar à oportunidade de estar à frente do ministério de vocês, vou me esforçar ao máximo para ser benção na vida dos senhores. Desde já, digo que não sou perfeito. As vezes, o bem que quero fazer, eu não consigo, mas o mal que não quero, este faço. Não sou perfeito, sou apenas justificado pelo sangue de Jesus.”
Depois de ler a carta para o conselho da igreja, iniciou uma discussão se este homem era apropriado para ser o futuro pastor do ministério. Demorou apenas alguns minutos para que o veredicto fosse dado.
O conselho foi unânime em sua decisão.
Um dos pastores mais antigos do ministério tomou a palavra e disse:
“Este homem não serve para estar na frente deste ministério. Como um ministério de anos e anos de sucesso vai admitir um pastor que já passou pela cadeia, se o pastor deve ser o exemplo da igreja!
Como é que podemos ter um ex-presidiário como pastor?
E outra, ele é doente! Não podemos admitir uma pessoa doente. Como podemos ter um líder doente?
O nosso líder deve ser saudável e não pode ficar falando de suas incapacidades física para igreja porque muitos irmãos estão buscando a sua cura nas reuniões de oração!
Ter um pastor doente é impossível!
Este ministério não pode ter um pastor que não tenha um bom relacionamento com os lideres que estão em destaque!
Precisamos de um pastor carismático, simpático e que tenha um bom relacionamento com todos. Ele precisa entender que ele não precisa ser tão rígido na Palavra.
Não podemos ter um pastor que ensine que o crente pode passar necessidade mesmo dando o seu dizimo e sua oferta. O pessoal não vai mais dizimar e nem ofertar desta forma!
Pelo que ele disse, ele gosta de igrejas pequenas e o nosso projeto é crescer e construir uma igreja para 10 mil pessoas!
Como vamos conseguir realizar este projeto com ele sendo o nosso pastor?
Certamente ele irá enviar muito dinheiro para os missionários e esquecer da igreja.
Nós precisamos de alguém que seja carismático, maleável, que invista na igreja, que pregue apenas mensagens de vitória, tenha um bom relacionamento com líderes expressivos e que faça o cristão ser ofertante e dizimista a qualquer custo!
Para este conselho, este pedido é um insulto ao nosso ministério.
Não queremos este homem como pastor da nossa igreja e nem de nenhuma das nossas congregações.”
Quando o pastor acabou de falar, um dos integrantes perguntou qual era o nome do candidato.


O pastor pegou a carta e leu: Apóstolo Paulo.

Obs: Não lembro o autor.
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